terça-feira, 19 de agosto de 2008
texto psicologia
Foi enviando um texto de Psicologia por email pra vcs.
Quem n tiver recebido favor procurar-me.
Suerlen KatrinK
Projetos de lei que pretendem regularizar a publicidade destinada ao público infantil, seja de brinquedos ou alimentos, gera discussões e confunde os pais sobre o que deve ou não ser permitido. Conversar com os filhos desde cedo pode ser a melhor alternativa.
Seu filho liga a TV e, entre um desenho animado e outro, anúncios de brinquedo e doces repletos de açúcar. Vocês vão a uma lanchonete, e o sanduíche vem junto com um brinde. No supermercado, o pacote de bolacha recheada consta como um produto rico em ferro e sais minerais.
Afinal, qual é a medida certa da publicidade dirigida às crianças? Nos últimos meses, projetos de lei (veja box) pela proibição da propaganda destinada ao público infantil e por restrições à promoção de alimentos com baixo valor nutricional, além de um alerta do Ministério da Saúde (veja matéria aqui) , têm levantado discussões na sociedade e deixado os pais confusos.
De um lado, há os que defendem a proibição de qualquer tipo de publicidade dirigida às crianças, seja na televisão, na internet ou nos meios impressos. A justificativa? A vulnerabilidade das crianças a estes anúncios e o crescimento exagerado da obesidade infantil, provocada pelo consumo de alimentos com alto teor de gordura ou açúcar.
Isabela Henriques, coordenadora-geral do projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, é uma das que defendem a restrição total à propaganda. Para ela, a quantidade de informação dirigida à criança pode ser comparada a um verdadeiro bombardeio. "Se para os adultos já é difícil resistir à oferta diária de produtos, imagine para elas".
A deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG), relatora do projeto de lei que aborda a proibição da propaganda, também acredita que a exposição das crianças aos produtos é realizada de forma exagerada. No entanto, ela reconhece o radicalismo da proposta (veja box), e acredita que, mesmo que seja modificado durante a tramitação, o projeto de lei provoca uma discussão necessária. "A polêmica gerada já é válida e deve provocar reflexões sobre o tema, o que é fundamental", afirma.
Do outro lado da discussão, há os que vêem a proibição da propaganda como uma forma de coibir a comunicação. Dalton Pastore, presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), afirma que a solução para controlar o consumismo infantil é a educação, e não a restrição. "Se pensarmos que o problema está na exposição dos produtos, deveríamos proibir até mesmo as vitrines. Nossos filhos não podem viver em uma redoma. A solução para controlar o consumismo exagerado das crianças está na conversa com os pais, na educação", diz.
Martha Terenzzo, diretora de marketing da agência de comunicação Power 4, também acredita que o projeto de lei exagera em suas proposições. Ela defende a discussão sobre a publicidade e a propaganda dirigida ao público infantil, mas afirma que deve existir um meio-termo. "Se proibirmos a publicidade, não combateremos a causa do problema, que é cultural. A obesidade infantil, por exemplo, não é um problema relacionado apenas ao fast-food, mas também à educação alimentar de cada família", afirma.
O que mais incomoda os pais é a "voz de comando" da propaganda para os filhos. É como se os anúncios ordenassem, o tempo todo, "compre", "consuma". Beatriz Reis, mãe de Tomás, 4 anos, e Bernardo, de 11 meses, acha que a publicidade para as crianças deveria ser controlada, mas também vê o projeto de lei como algo radical. "O objetivo do projeto é proibir a publicidade para o público até os 12 anos de idade, mas e depois? Os meus filhos teriam o contato com a propaganda de qualquer maneira. É como se o problema fosse empurrado para frente. Eu prefiro conversar com as crianças e também dar o exemplo em casa. Se os pais são consumistas, as crianças também serão", diz. Beatriz afirma que Tomás sabe diferenciar a época certa de ganhar um brinquedo. "Ele me pede, mas já sabe que vai ganhar apenas em datas comemorativas, como o aniversário. Fora esses períodos, eu tento controlar e compro apenas livros ou DVDs", afirma.
PROPAGANDA DE ALIMENTOS
O projeto 1637/07, do deputado Carlos Bezerra, aborda a oferta, propaganda, publicidade, informação e outras práticas que divulguem e promovam alimentos com quantidades elevadas de açúcar, gordura saturada, gordura trans, sódios, e bebidas com baixo teor nutricional. Atualmente, o projeto ainda está em tramitação na Câmara dos Deputados.
As proposições são as seguintes:
-obrigatoriedade de inclusão de mensagens de advertência de cunho sanitário;
-veiculação na mídia televisiva e eletrônica apenas entre 21h e 6 horas;
-proibição de informar ou sugerir, por qualquer meio, qualidades nutricionais ou benefícios à saúde que não correspondam à realidade do produto;
-proibição de concessão de brindes ou prêmios pelas empresas que comercializam esses produtos;
-proibição de veiculação durante programação infantil;
-impedimento de utilização de figuras, desenhos, personalidades e personagens que sejam admirados pelo público infantil;
-proibição de veiculação nas instituições de ensino infantil ou fundamental e em outras entidades públicas ou privadas destinadas a fornecer cuidados às crianças, bem como na produção de material educativo e em eventos de incentivo a cultura, educação ou desporto.
PROPAGANDA INFANTIL
No dia 9 de julho, o Comissão de Defesa do Consumidor aprovou projeto de lei do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que faz uma série de restrições à propaganda dirigida às crianças. A proposta foi complementada com um substitutivo apresentado pela relatora, deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG). Para ser aprovado, ainda deve passar pelo Senado.
De acordo com o projeto, a publicidade e a comunicação mercadológica dirigidas à criança são as seguintes:
-aquelas que se valem de linguagem infantil;
-efeitos especiais ou excesso de cores;
-trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de crianças;
-representação de criança;
-pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil;
-promoção com competições ou jogos com apelo a crianças.
A comunicação mercadológica abrange:
-a própria publicidade; anúncios impressos e o ambiente da criança
O substitutivo proíbe, ainda, a veiculação de merchandising durante programas de entretenimento dirigido ao adolescente e o uso das palavras "somente" e "apenas" junto aos preços dos produtos e serviços. As infrações estariam sujeitas a multas, sendo que o valor dependeria da gravidade e da condição econômica do infrator, além da imposição de contrapropaganda.
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI10434-15546,00PROPAGANDA+PARA+CRIANCAS+NO+CENTRO+DO+DEBATE.html
acessado em 19/08/08
Laura Corrêa Vitorino Domingues
Dicionário Publicitário
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Menos é mais
Quando descobrimos algo novo, tal como uma nova técnica de desenho, uma nova expressão lingüística, um software que faz maravilhas com imagens, entre outros, ficamos maravilhados no primeiro momento e queremos tirar o maior proveito disso.
É comum para muitas pessoas se deixarem levar pelo novo e acabar se atrapalhando no final, principalmente quando o assunto é tecnologia. A cada dia que passa vemos o surgimento de novos celulares, novos computadores, novas “máquinas-faz-tudo”. E isso se reflete em nosso processo de aprendizado.
Quando descobrimos um novo software, por exemplo, a vontade é de usar todos os recursos de uma só vez e achar que o nosso trabalho final ficará maravilhoso. Mas não é bem assim que as “coisas funcionam”. Nem sempre, uma boa peça publicitária é aquela que possui mais efeitos. Muito pelo contrário! Devemos ter em mente que na criação de um projeto, uma campanha, um conceito, o que vale é a idéia e o quanto ela será útil para atender e solucionar os problemas de nossos clientes e não a quantidade de “coisas” que você coloca na sua arte, até porque a parte de produção de uma peça só deve acontecer depois que a idéia do projeto estiver bem definida.
No meio publicitário, o que vale não é a arte mais bonita, mas o retorno financeiro que o projeto vai render e quanto o mesmo foi eficaz. Não trabalhamos para criarmos “obras de arte”, mas sim soluções inteligentes que atendam ao que foi solicitado. Isso não quer dizer de devemos desenvolver “porcarias”, mas, ficar atento ao que é relevante na montagem e desenvolvimento da peça é algo extremamente importante.
Como vi uma vez em uma revista sobre design, “O melhor software é o papel e uma caneta”. Todos nós sabemos que o photoshop é uma maravilha, mas usar todos os seus recursos é cometer suicídio. Como disse no início do artigo ( e quem me disse isso pela primeira vez foi meu amigo e publicitário Francis), “Menos é mais”. Nem sempre o exagero significa beleza ou solução para algum problema. Pense nisso!
Grande abraço a todos!
Marcus Vinícius – PPN3
